Falta d’água no leito do Rio Piranhas pode atingir mais de 100 mil pessoas em quatro municípios do Seridó
Sem água chegando ao leito do Rio Piranhas, moradores de cidades como Jardim de Piranhas, São Fernando, Timbaúba dos Batistas e Caicó, começam a sentir os efeitos da falta d’água. O número de atingidos pode ultrapassar 100 mil habitantes. O Blog do Marcos Dantas viajou até São Bento (Paraíba) na manhã desta segunda-feira (10) e desceu rio abaixo até Jardim de Piranhas para entender o problema.
Se o cenário do rio nos limites do Seridó chega a ser desolador e preocupante, no municipio vizinho, São Bento (PB), a água já começa a descer com uma significativa intensidade. “Mas é agua das chuvas caídas nos últimos dias, pois a das comportas de Curemas ainda não apareceu por aqui”, garante um dos operadores da estação local da Companhia de Águas e Esgotos (CAGEPA).
A água que alimenta o lençol freático vem do sistema Mãe D’água Curemas, na Paraíba. Por decisão da Agência Nacional da Água, órgão que regula a gestão das águas do reservatório, e pelo baixo volume por causas da falta de chuvas, a vazão das comportas havia sido reduzida para 3 metros cúbicos por segundo.
Mas, no último dia 07, em razão da ausência de vazão suficiente para alimentar o sistema de abastecimento dos quatro municípios seridoenses, a ANA decidiu aumentar a vazão para 4 metros cúbicos por segundo, e pelas chuvas caídas no interior paraibano, aliado a água da barragem, é possível que a água chegue à região até o final desta semana, e o abastecimento destes municípios sejam normalizados.
Rio Piranhas em Jardim de Piranhas
Rio Piranhas em São Bento (PB)